Manual

De Wiki do Phantom

Logo phantom.png
Manual do Phantom 1.x


Tabela de conteúdo

Visão geral

O Phantom é um software de geração de imagens do disco rígido de seu computador, armazenando-as em uma mídia.

Para sua execução precisa de um local para armazenamento das imagens e de um modo de ser lido na inicialização da máquina.

O servidor de imagens pode ser qualquer compartilhamento que esteja disponível na sua rede.

O software do Phantom pode ser carregado de diversas fontes (CD, DVD, pendrive, partição extra no HDD local, rede via PXE) e se sua inicialização ocorrer corretamente, você verá a seguinte tela:

Phantom Inicio.png


e em alguns segundos (sim, rapidamente assim), você será avisado de que pode remover o CD/DVD (mesmo que tenha feito boot de outra mídia, os desenvolvedores dizem que só avisar após enviar o comando de ejeção de mídia é mais rápido do que verificar qualquer coisa!).
A partir da versão 1.1 a ejeção da mídia pode ser controlada por um parametro de boot (eject = no), para maiores detalhes, veja aqui todos os parametros de kernel

O boot PRECISA mostrar o fantasma no canto da tela. Se esse fantasma não for exibido, deve-se verificar se os parâmetros de boot incluem o modo vga. A expressão vga=0x314 significa 800x600

No menu de boot estão disponíveis o modo default de 800x600, para controladoras gráficas antigas o modo 640x480, para controladoras melhores o modo 1024x768 e um modo wide (para super-controladoras).

O modo 800x600 deve funcionar bem na maioria dos casos E DEVE SER SUA OPÇÃO ATÉ SABER QUE PRECISA DE OUTRA.

Ao terminar a criação dos dispositivos em /dev, a interface é iniciada

Phantom TelaInicial.png

Pronto, você já pode usufruir dos recursos do Phantom!

Ele permitirá que você:

  • salve uma imagem do seu disco em uma das múltiplas mídias que suporta;
  • restaure uma das imagens salvas no servidor de imagens;
  • quebre uma senha de usuário Linux ou Windows ou da BIOS da máquina.

Por ser um sistema baseado em Linux, não existe custo de licença envolvido e você não estará usando software pirata!

A história do Phantom

Relato em primeira pessoa, feito pelo Djames:

"
O Phantom se originou de uma idéia surgida em 2003, quando trabalhava em uma empresa de vendas e suporte. Na época, os computadores começavam a ser vendidos com o Kurumin instalado com impressora e pronto para navegação. O problema era ter que fazer ou refazer uma instalação, pois apesar de ser consideravelmente rápido instalá-lo, os ajustes finais necessitavam de uma certa concentração (e um roteiro). Para terminar com esse problema, fiz a primeira remasterização do Kurumin com auto-restore, gerando uma imagem do sistema através de um compartilhamento de rede montado via SAMBA. Posteriormente, essa imagem era gravada em CD, junto à remasterização do Kurumin, que recebeu um script que rodava após o boot e baixava a imagem novamente para o disco; tabela de partições, MBR e imagem do sistema. Alguns meses depois, foi necessário baixar em massa essas imagens, que até então só se tinha em CD. Havia sido feita uma venda grande para uma concessionária de porte e o prazo era curto. Tomei então seis leitores de CD e passei a baixar em série.

Claro que essa não era a melhor solução, mas era o que estava disponível no momento. Já nessa época havia escrito um artigo para a br-linux.org, onde dava a dica de como preparar uma estação para hospedar imagens geradas via SAMBA.

Em Dezembro de 2004, passei a trabalhar na Uranet - Projetos e sistemas, onde tive como primeiro projeto, gerar backup de computadores com informações estáticas, tal como firewalls. Usei a mesma solução de auto-restore, porém nesse caso, existiam muitas variações; não dava pra replicar uma imagem para todos os firewalls. Logo, montei um servidor de imagens, onde hospedava a imagem do sistema e seguidamente gerava o arquivo de imagem que seria gravado em CD e colocado do lado do computador; caso houvesse falha de software ou hardware, o computador seria imediatamente substituído por outro hardware idêntico e, nele seria baixada a imagem do CD. A restauração era rápida, porém a mão de obra para gerar o CD era desgastante.

A empresa começou a crescer mais e mais, prestando serviço de callcenter para grandes empresas; o número de máquinas (compradas em lotes de fornecedores de grife) aumentava consideravelmente, saindo da casa das centenas. Imagens eram geradas pela parte técnica, da forma mais simples que até então existia - o conhecido software comercial, que além de depender de licença, sistema operacional comercial e um servidor DHCP, ainda dependeria de disquetes (que naquela versão eram dois), um lado servidor instalado (para iniciar a cópia em rede) e duas pessoas - pois uma deveria ficar no andar em que se dispararia a cópia de imagens. Outro problema é que se faz upload ou download e mais um, que para cada placa de rede se haveria de fazer mais disquetes.

Devido a tantos fatores desfavoráveis, decidi unir os recursos que havia anteriormente utilizado e automatizar a tarefa de clonagem, de forma que qualquer usuário pudesse fazê-lo, tal como se faz no software comercial. De princípio, houve resistência por parte do usuário, devido ao costume de usar a ferramenta tradicional, mas com a ajuda do próprio usuário, pude melhorar a cada dia a ferramenta, dando a ela os recursos que ele julgava necessários. Muitas foram as vantagens iniciais; suporte a muitas placas de rede, suporte a discos SATA, boot pelo CD, download e upload de imagem simultaneamente. E novas idéias foram surgindo, porém ainda havia um inconveniente que tornava lento o processo de geração de imagens, fossem elas para teste ou para versão final - o tamanho e inflexibilidade do sistema base utilizado; o Kurumin era muito grande para o propósito.

Apesar das desvantagens, resolvi assim mesmo disponibilizar uma cópia do sistema para favorecer outros usuários de Linux e escrevi um novo artigo em 2006 para a br-linux.org, onde expliquei o funcionamento do sistema e pedi auxílio para a hospedagem, que até então possuía 280MB. Em torno de uma semana, o Gustavo Vasconcelos forneceu espaço e muitos recursos que me ajudaram a manter o Phantom, estando até então unicamente em http://phantom.nasheer.net. Alguns dias após hospedado, recebi um e-mail de alguém que se propôs a ajudar na redução do sistema:

”Trabalho com dispositivos embedded e acho que posso ajudar a reduzir o tamanho do sistema, se me permitir”.

Respondi educadamente o e-mail e, logo uma resposta:

”Ok. Devo demorar alguns dias para apresentar alguma coisa” ...

Pensei que seria esse o último contato. Continuei a atualizar o Phantom e em alguns dias, recebi um arquivo - a primeira versão do phantomlivecd, a base do phantom de hoje. Era uma versão pequena, frágil e de escassos recursos, tanto que, tive o prazer e a honra de inserir em seu kernel monolítico o suporte a HDs SATA e removi um bug causado em processadores Athlon, além de adicionar algum suporte a algumas placa de rede gigabit. E assim tive o primeiro grande contato com um sistema novo, o qual ganhei do Marcelo Barros Almeida, grande Dr. e professor universitário, especialista em dispositivos embedded com linux. A partir de então, passamos a ser parceiros no projeto, cujo sistema fundiu-se ao phantom e hoje são uma só peça, interligados por scripts e programas, chegando à excelência de 8MB<ref name="ftn1">Até então a versão possuia apenas modo texto. Com modo gráfico, chegou aos 15MB.</ref>!

Navegando pela internet, encontrei um comentário em um fórum argentino, onde trocavam informações sobre o Phantom. Logo, entrei na lista e falei sobre a hospedagem e redução do sistema. Assim que o fiz, alguém se manifestou sobre internacionalizá-lo - Sim, eu havia pedido ajuda para reduzir o sistema, mas não para criar um sistema. Estava em meus planos, mas não seria rápido fazê-lo.

Hoje temos uma equipe de tradutores, estando o castelhano nas boas mãos do Walter Omar Autalán, que me traduz todo o site e em parceria com o Juan Matías Granda, faz a internacionalização do Phantom. Novos recursos e modificações radicais no sistema são feitas pelo Marcelo Barros Almeida e inclusão de novos recursos e melhorias nas funcionalidades da engine são feitas por mim, sendo que ambos damos uns retoques em outras partes.

Passado mais algum tempo e obtivemos gratuitamente a hospedagem de um domínio, sendo http://www.phantomsystem.com.br, além de alguns espelhos para os arquivos .iso, que são selecionados randomicamente nos links de download.

Em Abril de 2008 aconteceu um fato novo; uma sobrecarga no servidor que hospeda o ISO. Rapidamente fiz uma solicitação por espelhos no br-linux.org e em 2 dias já pude contar com alguns excelentes espelhos, referenciados em “Agradecimentos”.

Na terça parte de 2010, foi iniciada a migração da interface, deixando de utilizar XVesa para utilizar QT Embedded. A partir desse momento, novos membros foram convidados para o desenvolvimento da interface, sendo que a equipe hoje conta com os novos desenvolvedores Murilo Ito e Thiago Santana.

"

Após baixar a imagem

A imagem é disponibilizada no formato .iso. Você pode gravá-la em um CD ou DVD com o seu programa favorito.

Caso não saiba gravar uma imagem .iso, procure na ajuda do seu programa gravador.

No Linux Ubuntu por exemplo, basta um duplo-clique no arquivo e uma janela se abrirá perguntando como deseja gravar esta imagem.

Instalando o Phantom

O Phantom é prático por ejetar o CD após a carga do sistema, mas há outras formas de usar o Phantom além de gravando-o em um CD ou DVD.

Por fim, para aqueles que não estão habituados à configuração de servidores Linux, será descrito um procedimento para a configuração dos serviços necessários para um servidor de imagens com servidor DHCP, servidor de boot e servidor de arquivos - esse será o servidor de imagens (”srvimg”). O sistema operacional Linux pode ser qualquer distribuição, porém esse tutorial é baseado em Ubuntu 10.10.

Phantom via pendrive ou HD externo

Para instalar o Phantom em um pendrive ou HD externo, será necessário um sistema Linux instalado em um PC. Como dependência, deve-ser possuir o pacote syslinux instalado (provavelmente está na mídia da própria distribuição).

Os arquivos necessários são apenas o kernel, initrd e o arquivo do gerenciador de boot, contidos no diretório ”phantom”, dentro do arquivo ISO (ou se já tiver gravado em CD/DVD, na pasta “boot” e “phantom” da mídia).

Demonstraremos o procedimento usando um pendrive, mas para instalar em um HD externo é exatamente o mesmo.

Apanhando os arquivos necessários contidos no arquivo .ISO

Se a versão do phantom a ser instalada estiver em mídia CD/DVD, basta copiá-lo do diretório ”boot” e ”phantom”, na raiz da mídia, porém se estiver no arquivo.iso, o procedimento acrescerá alguns passos.

Inicialmente, loga-se como root no nível de diretório que está o arquivo .iso. Para esse exemplo, o arquivo se chamará phantom-1.0.iso

Segue-se para a montagem do arquivo em um diretório qualquer. No exemplo, ”/mnt”:

mount -o loop phantom-1.0.iso /mnt

Agora basta copiar os arquivos para ”/root/”:

cp /mnt/phantom/{vml*,init*} /root

Preparando o pendrive

Para a instalação no pendrive, deve-se obedecer alguns requisitos, pois há a necessidade de instalar um gerenciador de boot no pendrive - no caso, o syslinux.

Deve-se criar como sendo a primeira, uma partição de aproximadamente 20MB, do tipo FAT16 e esta partição deve ser marcada como ativa. Pode-se ter outras partições no pendrive, mas a partição de boot deve obrigatoriamente ser a primeira. Para iniciar uma formatação no pendrive (atenção, vamos APAGAR o conteúdo do seu pendrive... você é responsável porque será você que estará digitando os comandos... verifique se é o pendrive certo e copie DE NOVO algo que possa precisar), vamos fazer primeiro a descoberta do dispositivo, para tanto precisamos monitorar o log do sistema antes de inserir o pendrive no computador, faça:

tail -f /var/log/messages

Agora insira o pendrive, aparecerá algo como:

Apr 29 15:47:25 debian kernel: scsi6 : SCSI emulation for USB Mass Storage devices
Apr 29 15:47:30 debian kernel: Vendor: Model: USB Flash Memory Rev: 5.00
Apr 29 15:47:30 debian kernel: Type: Direct-Access ANSI SCSI revision: 00
Apr 29 15:47:30 debian kernel: SCSI device sdc: 8058880 512-byte hdwr sectors (4126 MB)
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sdc: Write Protect is off
Apr 29 15:47:30 debian kernel: SCSI device sdc: 8058880 512-byte hdwr sectors (4126 MB)
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sdc: Write Protect is off
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sdc: sdc1
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sd 6:0:0:0: Attached scsi removable disk sdc
Apr 29 15:47:30 debian kernel: sd 6:0:0:0: Attached scsi generic sg3 type 0


Note a linha: Apr 29 15:47:30 debian kernel: SCSI device sdc: 8058880 512-byte hdwr sectors (4126 MB)

Ela mostra o dispositivo e seu tamanho: sdc significa /dev/sdc e 4126 representa aproximadamente 4GB, portanto, chegou a hora de formatá-lo. A maneira mais rápida é zerando a MBR do dispositivo:

dd if=/dev/zero of=/dev/sdc count=1 bs=512
1+0 records in
1+0 records out
512 bytes (512 B) copied, 0,00424309 seconds, 121 kB/s 


Agora, recriar as partições, exemplificando apenas a primeira:

fdisk /dev/sdc
mostrará: 
O dispositivo não contém nem uma tabela de partições DOS válida nem um rótulo de disco Sun, OSF ou SGI
Criando um novo rótulo de disco DOS. As alterações permanecerão somente em memória até que você decida gravá-las. Após isto, é claro, o conteúdo anterior não poderá mais ser recuperado.
Aviso: a opção inválida 0x0000 da tabela de partições 4 será corrigida por gravação (w)
Comando (m para ajuda):

Aperte a tecla ”n” para criar uma partição:

Comando - ação
e estendida
p partição primária (1-4)
Número da partição (1-4): 1
Primeiro cilindro (1-1023, default 1):
Using default value 1
Último cilindro ou +tamanho ou +tamanho M ou +tamanho K (1-1023, default 1023): +32M


Criada a partição de 32MB. Agora muda-se o tipo de partição ativando-a posteriormente. As teclas são ”t” para tipo e ”6” como tipo. A tecla ”a” para ativar:

Comando (m para ajuda): t
Selected partition 1
Código hexadecimal (digite L para listar os códigos): 6
O tipo da partição 1 foi alterado para 6 (FAT16)
Comando (m para ajuda): a
Número da partição (1-4): 1
Para confirmar, ”p”:
Comando (m para ajuda): p
Disk /dev/sdc: 4126 MB, 4126146560 bytes
127 heads, 62 sectors/track, 1023 cylinders
Units = cilindros of 7874 * 512 = 4031488 bytes
Dispositivo Boot Start End Blocks Id System
/dev/sdc1 * 1 9 35402 6 FAT16 


O asterisco indica que a partição é ativa, bastando então salvar as alterações após criar as demais partições. O comum é apenas uma partição em FAT32, portanto, a segunda partição seria criada com a sequência de teclas:n, p, 2, enter, enter, t, 2, c, w.

Deve-se formatá-las, pois nesse primeiro passo apenas a tabela de partições foi criada para poder receber um sistema de arquivos:

mkfs.msdos (ou mkfs.vfat) -F16 /dev/sdc1
mkfs.msdos (ou mkfs.vfat) -F32 /dev/sdc2

Copiando os arquivos para o pendrive

Se o sistema operacional não montá-lo automaticamente, será necessário interagir:

mount /dev/sdc1 /mnt

Os arquivos copiados do phantom-1.0.iso devem ser agora copiados para /mnt:

cp /root/{isolin*,vmlin*,initrd*} /mnt/

O arquivo isolinux.cfg deve ser renomeado para syslinux.cfg:

cd /mnt
mv isolinux.cfg syslinux.cfg

E por fim, editado. Basta remover ”/boot/” da frente do kernel (vmlinuz) e initrd (initrd.lz).

Instalando o gerenciador de boot

Para instalar o gerenciador de boot, basta chamar o syslinux com o parâmetro ”-s”, apontando para o dispositivo e partição:

syslinux -s /dev/sdc1

Aguarde alguns segundos antes de remover o pendrive e estará concluído o processo.


Gerando o boot com unetbootlin

O netbootlin é um facilitador para a geração de boot por pendrive. O boot não adotará o formato gerado com o syslinux, utilizando seu próprio menu.

Para utilizá-lo, pode-se baixar sua respectiva versão para Windows, Mac ou Linux. A vantagem é que a partir de qualquer sistema será possível criar esse boot.

O link do projeto é http://unetbootin.sourceforge.net/

Ao executar o programa, simplesmente escolha a unidade (na base do programa) e aponte o arquivo iso ao lado. Por fim, clique em ’Ok’ e o boot será gerado.

Testando o boot

Existem duas formas de se testar o boot.

Uma é a tradicional; reiniciando o computador com o dispositivo conectado e a seqüência de boot devidamente preparada para buscar o sistema no pendrive antes de ir para o HD.

A segunda opção, util para máquinas que não possuam boot no pendrive, ou mesmo pela comodidade oferecida de ser um modo rápido de testar, é usando o qemu.

qemu -boot c /dev/sdc

WarningYellow.jpgHá um inconveniente aqui. Mesmo que você formate o sistema de arquivos do pendrive como FAT32, ao testar com o qemu o sistema iniciará, porém ao fazer um boot real a partir do pendrive o boot irá falhar, porque é OBRIGATORIO que o uso de FAT16!

Instalando Phantom em Dual Boot

Instalar o Phantom em dual boot é um processo curto. Seguindo conforme descrito anteriormente, exceto o arquivo isolinux.cfg, basta copiar o kernel e o initrd para /boot/phantom:

cp /root/vmlinuz /boot/phantom && cp /root/initrd.lz /boot/phantom.lz

Editando o arquivo /boot/grub/menu.lst (versão do grub anterior a 2.0) e inserindo as seguintes linhas (terminando a configuração com a reinstalação do gerenciador de boot):

title Phantom
kernel /boot/phantom
initrd /boot/phantom.gz rw quiet max_loop=16 vga=0x314 acpi=off

A reinstalação do grub (supondo o primeiro HD SATA):

grub-install /dev/sda 

Boot do Phantom via rede

Para instalar um servidor de boot, é preciso uma máquina rodando Linux e preferencialmente rodando o (ou um) servidor DHCP, afim de centralizar as configurações. Também será necessário possuir o syslinux instalado e o servidor TFTP (Trivial File Transfer Protocol). O TFTP utilizado é o pacote tftp-hpa e tftpd-hpa.

Configurando o servidor TFTP

No caso do Ubuntu, deve-se criar o diretório /tftpboot e editar o arquivo /etc/default/tftpd-hpa. Altera-se a linha:

/var/lib/tftpboot

Para:

/tftpboot

Se instalado posteriormente, o syslinux se encarregará de copiar o arquivo, mas todavia, é necessário fazer uma cópia do pxelinux.0:

find / -name pxelinux.0 -exec cp {} /tftpboot/ \;
mkdir /tftpboot/pxelinux.cfg
cd /tftpboot/pxelinux.cfg

Neste nível de diretório deve-se criar um arquivo chamado default, que servirá para qualquer máquina com suporte a boot via PXE. O arquivo default deverá conter os seguintes parâmetros:

default phantomOne
timeout 100
label phantomOne
kernel phantom/vmlinuz
append initrd=phantom/initrd.lz max_loop=16 rw quiet bootmode=graphic acpi=off vga=0x314

Copie o diretório phantom da imagem montada para /tftpboot/:

cp -r /mnt/ORIGEM/phantom /tftpboot/

Configurando o servidor DHCP

WarningYellow.jpgExistem muitas possibilidades de configuração do servidor DHCP, por isso esse exemplo deve ser observado quanto à compatibilidade com uma rede existente. Algumas empresas possuem um servidor Phantom dedicado, onde máquinas são ligadas a essa rede para restauração em massa.
Existe também um modelo usado em callcenter, onde o servidor é ligado à rede do callcenter em dia ou horário que não haja expediente.
O servidor DHCP dessa rede é então parado, portanto o Phantom se comporata como servidor de imagens do Phantom e como servidor DHCP da rede.
Se você ignora a configuração atual de sua rede, não prossiga, ou poderá causar problemas em toda rede!

O caso descrito abaixo é para um ambiente completamente separado, independente da rede da empresa, como por exemplo um laboratório técnico.

Tendo instalado o servidor DHCP no servidor de imagens , deve-se criar o seguinte arquivo:

/etc/dhcpd.conf

E seu conteúdo:

allow booting;
allow bootp;
option domain-name ”phantom”;
option routers 10.0.0.1;
default-lease-time 14400;
ddns-update-style none;
subnet 10.0.0.0 netmask 255.255.0.0 {
range 10.0.0.2 10.0.0.254;
default-lease-time 14400;
max-lease-time 172800;
next-server 10.0.0.1;
filename ”/pxelinux.0”;
}

Após isso, deve-se reiniciar o servidor dhcp.

Como iniciar o boot do computador cliente

Algumas máquinas (normalmente as mais antigas) não possuem boot por PXE, portanto se torna inútil a configuração desse tipo de serviço para um parque de máquinas antigas.

Nas máquinas que possuem suporte a PXE, o modo de ativar e se precisam ou não de habilitação variam muito.

Muitas máquinas fazem a habilitação desse serviço na BIOS.

Algumas máquinas tem a opção “Boot from network device”, outras em “Onboard Devices”, tem a opção ”PXE/on” junto à habilitação da placa onboard. Algumas placas-mãe genéricas permitem a escolha do boot via teclas de função (F2,F8,F10,F12)..

Você pode deixar o PXE ligado mas não como o primeiro dispositivo na seqüência de boot, assim não haverá o incômodo de esperar o timeout do PXE quando não desejar usar o Phantom.

Nesse caso, quando houver a necessidade de boot pela rede, basta abrir o menu de boot via tecla de atalho (pode ser F2, F8 ou F12). Para saber qual tecla usar, procure no manual da placa-mãe ou leia a tela de boot.

Se o computador não possuir menu de boot (novamente, nas máquinas mais antigas), então será necessário definir a ordem de boot diretamente na BIOS, priorizando o boot via rede.

Configurando o compartilhamento de arquivos

A partir da versão 1.4 o Phantom aceita conexão a um servidor exportanto tanto SMB (Samba) quanto NFSv4. A razão para uso do NFS é aumento da taxa de transferencia da imagem quando usando a rede.

Configurando em Windows

Para compartilhar em Windows, basta criar um diretório de acesso público chamado ”imagens”. Esse compartilhamento deve permitir gravação, para que você possa fazer backup nele.

WarningYellow.jpg Os casos de problemas ao montar o compartilhamento normalmente estão relacionados a políticas do Windows Server, softwares de antivírus e firewall do Windows. Verifique todos eles!

Configurando em Linux

Usando SAMBA / protocolo SMB

O compartilhamento em Linux pode ser feito com a instalação do servidor de arquivos SAMBA.

O uso do protocolo SMB permite a utilização multi-plataforma do Phantom, uma vez que o protocolo SMB existe tanto para Linux (onde seu nome é SAMBA) quanto para Windows (onde foi criado nativamente pela Microsoft).

Também em linux é necessário criar um diretório e compartilhamento com o nome pretendido (comumente criado em /mnt/imagens), com acesso público e permissão de leitura e de escrita.

Após instalado o servidor SAMBA, os seguintes parâmetros devem ser adicionados ( editando /etc/samba/smb.conf)

Na sessão [global]

netbios name = srvimg

No final do arquivo:

[ imagens ]
comment = diretorio de imagens do Phantom
writeable = yes
browseable = yes
guest only = yes
public = yes
path = /mnt/imagens 

Feito isso, salve o arquivo, crie o diretório, mude as permissões e reinicie o SAMBA, usando os comandos abaixo:

mkdir /mnt/imagens
chmod 777 /mnt/imagens
/etc/init.d/samba stop;/etc/init.d/samba start

O daemon do samba varia de distribuição para distribuição, podendo se chamar smbd, além de que o serviço de resolução de nomes pode ser um serviço a parte, chamado nmbd, necessitando então este de um reinício também. Em SuSE, para o acesso livre à partição de imagens, edite /etc/permissions, inserindo uma linha:

/mnt/imagens root:root 777

Agora, ajustando as permissões:

chkstat –set /etc/permissions

Em Ubuntu, o serviço se chama samba e deve ser reiniciado utilizando o service:

service samba stop;service samba start

Concluída a configuração. Usando o comando testparm, a verificação do arquivo de configuração do samba será executada, possibilitando encontrar qualquer tipo de erro que possa ter ocorrido.

O ideal é finalizar fazendo uma montagem manual do compartilhamento:

mkdir teste
mount -t cifs //<ip do servidor>/imagens teste -o guest

Não havendo erros na montagem, basta agora testar leitura e escrita:

cd teste
touch teste
ls
rm -f teste
ls
cd
smbumount teste

Usando NFS v4

Outro modo de compartilhar é via NFSv4.


WarningYellow.jpg Para uso do NFS, deve-se passar o caminho absoluto do diretório compartilhado.
Por exemplo, se o local de armazenagem for "/media/phantom/imagens".
Instruções de como configurar o servidor NFS podem ser encontradas via Google.
Resumidamente o necessário é que você instale o pacote de NFS de sua distribuição.
No caso testamos em Ubuntu. O pacote necessário foi o nfs-kernel-server.
Depois de instalado, configure os seguintes arquivos com os seguintes conteúdos:

arquivo /etc/exports: <diretorio_compartilhado> <rede/mascara><permissoes>

Repare que a rede a qual se atribui as permissões está "colada" aos parênteses.
Isso é fundamental, pois separado tem outra funcionalidade (não especificada aqui).
EXEMPLO:
Para uma rede 172.0.0.0/24 cujo diretório compartilhado seja /media/bkp/nfs, o arquivo pode ter o seguinte conteúdo:

/media/bkp/nfs 172.0.0.0/24(rw,no_root_squash,sync,no_subtree_check)

Depois de finalizado, digite: exportfs

Garanta que /etc/hosts.allow tenha :

portmap:172.0.0.0/24
lockd:172.0.0.0/24
rquotad:172.0.0.0/24
mountd:172.0.0.0/24
statd:172.0.0.0/24

Faça stop e start no NFS para garantir o reload das configurações, no Ubuntu seria:

/etc/init.d/nfs-kernel-server stop
/etc/init.d/nfs-kernel-server start 

Verifique se as portas estão abertas (ou ao menos uma delas):

netstat -naut|grep 2049

Atenção: Tenha certeza de que o diretório compartilhado está criado e possui as devidas permissões.
APENAS PARA TESTE, você pode usar chmod 777 no diretório de compartilhamento para garantir todas as permissṍes.
ACERTE AS PERMISSÕES MAIS TARDE! 777 é SEMPRE permissão DEMAIS e não deve ser usado em ambiente de produção.

Inicializando o Phantom

O Phantom é um sistema inicializável para clonagem de discos de sistema ou disco de dados. Um sistema inicializável quer dizer - um sistema de boot; no caso, um livecd, tal como foi o Kurumin ou como é o FreeDos.

Seja qual for o sistema usado para clonar um HD, ele deve ser inicializável, pois o HD não deve estar em uso no momento da clonagem e a única forma de fazê-lo é usando um sistema externo.

Após gravado, deve-se iniciar o computador com o primeiro dispositivo de boot apontando para a mídia onde o programa se encontra.

Todo o sistema é carregado para a memória e o drive de CD/DVD se torna disponível novamente.

Durante o processo de boot é feita a transação IP (via DHCP, inicialmente). Todas as informações sobre a configuração da rede estarão disponíveis imediatamente após a carga da interface, permitindo optar por configuração dos parâmetros de rede na própria janela inicial. Essa foi uma das grandes melhorias da versão 1.0, que acelerou o processo de interação com a tarefa de backup, dispensando a janela de diagnóstico de rede. O CD/DVD é ejetado após a carga do sistema, possibilitando o uso do mesmo drive para a restauração a partir de outro CD/DVD.
Até a versão 1.0 essa ejeção acontecia mesmo quando o boot era feito pela rede, pois era mais rápido ejetar sem consequências do que avaliar se há ou não uma midia no drive.
A partir da versão 1.1 isso pode ser controlado via parametro de kernel (eject=no), veja aqui para maiores detalhes.

Armazenamento / Sistemas de Arquivo

Na clonagem de sistema com o Phantom, pode-se guardar uma imagem de partição individual ou uma imagem do disco inteiro, incluindo partições lógicas.

Uma imagem pode ser armazenada no mesmo disco em que se está fazendo a imagem, desde que em partição diferente.

WarningYellow.jpg O Phantom suporta todos sistemas de armazenamento suportados kernel do linux usado:

EXT2 e EXT3
ReiserFS
FAT16 e FAT32
JFS
HFS
UFS
NTFS

Notas:
SWAP é uma memória virtual, como se fosse (a grosso modo) uma expansão da memória RAM - ou seja, são dados voláteis e não copiáveis.
Partições extendidas são endereçamentos de disco que apontam onde se iniciam as partições lógicas.
As partições lógicas são as partições que podem ser clonadas e sua estrutura se encontra na MBR, portanto o endereçamento de sua extensão será restaurada junto com a MBR.

Como poderá ser visto mais a frente, o modelo de particionamento sugerido é:

1ª partição: tipo primária , para o sistema operacional (SO)
2ª partição: tipo primária , para os dados
3ª partição: tipo primária , para arquivamento de imagens do próprio Phantom
4ª partição: tipo primária , para SWAP se o SO for Linux

Este modelo utiliza todas as 4 partições primárias permitidas pelo MBR. Se for necessário criar outras, nossa sugestão é substituir a partição de SWAP por uma extendida e criar a partição de SWAP como partição lógica dentro. As novas partições então são criadasa dentro da extendida.

Phantom em empresas

Se você usar e aprovar o Phantom em sua empresa, o único retorno que solicitamos é que você permita reportar o seu uso da ferramenta, para isso solicitamos que nos envie logo (e link, se houver) para que coloquemos no site, como um caso de sucesso. As empresas cujo logo já se encontrarem no site, fazem uso do Phantom, assim como algumas delas apóiam o sistema, oferecendo hospedagem, domínio, laboratório e espelhos. Se você pretende ajudar de alguma forma, entre em contato pelo email djames.suhanko@AT@gmail@DOT@com.

A quem recorrer em caso de dúvidas

Toda a dúvida que não for esclarecida atráves deste manual, sinta-se a vontade para entrar em contato por mail ou pelo fórum do Phantom procurando por PhantomClone no google groups.

Não há propósito comercial da parte dos desenvolvedores/colaboradores do sistema, no entanto, havendo a necessidade de preparação de ambiente ou qualquer outro tipo de consultoria, contacte-nos, lembrando mais uma vez que toda e qualquer dúvida pode ser exclarecida por mail, por prazo ou número de vezes indeterminado e sem qualquer custo, exceto haja a necessidade de personalização para sua empresa.

Clonagem simultânea

A clonagem simultânea em rede pode ser feita com tranquilidade em até cinco máquinas sem degradação em uma rede 100mbits, mas nada impede que se clone mais sistemas ao mesmo tempo (já testado em andares inteiros, repleto de computadores). A clonagem pode ser feita de uma única imagem ou várias imagens diferentes.

Nomeando uma imagem

Quando se está iniciando uma clonagem, após escolher o nome, é feita uma verificação para saber se a imagem já existe no servidor e, se existir, abre-se uma janela perguntando se a imagem deve ser sobrescrita ou não. Isso dá a possibilidade de escolher um novo nome, caso não se queira sobrescrever a imagem existente. O nome da imagem pode ser escrito com intervalos de espaços ou qualquer outro caractere, porém esses caracteres diferentes de letras ou números serão convertidos para underline ( _ ).
O nome é formado por um prefixo ”phantom_” e é criado então o diretório que receberá a imagem com o mesmo nome, diferenciando ao término do nome, onde recebe .hda1.000, por exemplo.

WarningYellow.jpg A imagem não deve ser renomeada. Você foi avisado...não reclame depois!

Mídias de armazenamento suportadas

Os tipos de HD suportados são ATA, SATA, alguns modelos de SAS e SCSI e HDs externos via USB.

O suporte varia devido ao kernel utilizado. A partir da versão 1.3 o kernel usado é o linux 3. A versão exata pode ser vista na janela SOBRE.

Os tipos de mídia de armazenamento suportados diretamente na criação de imagem são:

  • Pendrive
  • HD local (partição)
  • HD externo (USB)
  • Local de rede

Os tipos de mídia de armazenamento suportados indiretamente são:

  • CD
  • DVD

Para armazenar imagens em CD e DVD, basta gravar o diretório da imagem com todo seu conteúdo para a mídia escolhida. Não há problema em gravar mais de uma imagem em CD ou DVD, pois ao restaurar, será aberto um menu com as imagens contidas na mídia.

Usando o Phantom

Pode-se ver nesse link do YouTube um vídeo feito por um usuário, mostra a interface do Phantom.
http://www.youtube.com/watch?v=uu3CvHtkXq8&feature=player_embedded#at=64


Funções do Menu

Após a carga do sistema para a memória, pode-se escolher um outro idioma simplesmente clicando na bandeira, estando disponíveis as opções Portugues - Espanhol - Ingles. Aparecerá a tela informativa da ejeção do CD/DVD. Caso a mídia não seja ejetada, certamente deverá ter havido algum erro na descoberta do dispositivo, portanto não será possível uma restauração a partir de CD/DVD se a montagem não vier a ser executada manualmente.

A janela inicial já contém todos os menus do Sistema, descritos a seguir.

Funções de salvamento

Ao clicar em salvar, a engine selecionada por padrão será o Partimage. Verifique as opções disponíveis na caixa.

Em Source (ou Origem) é mostrada a estrutura dos discos identificados na máquina permitindo a escolha do que será salvo, a MBR, todo o disco e uma ou todas partições presentes.

Phantom Backup source.png


Se mudarmos a aba para Target (ou Destino) veremos a seguinte tela, onde o primeiro campo é “ Nome de Imagem” a ser gerada. A este nome escolhido será prefixado “phantom_”, mantendo o padrão das versões anteriores.


Phantom Backup Target Local.png

O padrão é para salvamento local, onde a única escolha é uma partição de um disco de destino.

A partir da versão 1.5 pode-se dividir o backup em partes, e é possivel selecionar o tamanho máximo de cada parte, alterando o valor (está em MB!). Para mudar esse parâmetro em tempo de boot, vide Parâmetros_da_linha_do_kernel

WarningYellow.jpg Se for fazer cópia em rede, é recomendável que o tamanho da parte seja inferior a 2000MB. Esta é a razão de termos definido o tamanho inicial como 1800 MB.


Se porém for usado o salvamento em rede (Network), aparecerão as opções seguintes:


Onde:

IP - IP do servidor

Diretório/Directory - nome do diretório compartilhado em rede (via SAMBA ou Windows)

User/Usuário - Usuário para o sistema. opcionalmente guest para acesso público.

Pass/Senha – Necessária no caso de não estar se usando conta sem senha ou “guest”

Domain/Domínio - Domínio ou grupo de trabalho, caso haja necessidade.

Phantom 1.5 copiar Destino Rede.png

Clicando em ’Iniciar cópia’, a barra de progresso será preenchida conforme o andamento do backup, que tem como informativo os valores ’partição’, ’taxa/min’, tempo de execução e estimativa do tempo restante para conclusão.


O rótulo do botão será modificado para ’Parar cópia’.

Se clicado, o backup será interrompido, os discos sincronizados e desmontados e somente então a interface será liberada para uma nova operação.

Cancelando ou não o processo, ao termino do sincronismo dos discos será exibido o status de cada operação selecionada na aba Origem.

Funções de restauração

A janela possui exatamente as mesmas funcionalidades de backup mudando apenas a operação, que passa a ser restore.

restore pode ser feito de qualquer tipo de midia de armazenamento suportada pelo Phantom como descrito no início desse manual. Por exemplo CD ou DVD, bastará escolhê-lo no menu que se abrirá ao selecionar a origem do restore.

Menu Ferramentas

Quebra Senha

Porque esta função está disponível ?

No primeiro momento pode parecer inútil, mas houve a real necessidade da criação dessa opção.

Imagine a necessidade de restauração de uma imagem porque o sistema operacional foi contaminado por vírus através da conexão com a internet. Agora lembre-se de que a imagem pode ter sido criada a meses atrás, e o dono da imagem ou a própria senha padrão, já foi alterada várias vezes. Após restaurar a imagem, não seria possível usá-la rapidamente porque não lembram qual era a senha usada ”naquela época”!

Isso inutilizaria o backup, portanto esse recurso tem a intenção de prevenir o descarte da mão-de-obra, quebrando senhas de sistemas Linux e Windows.

Outro exemplo de uso e outra necessidade comum, até mesmo dentro em empresas, mesmo as que compram máquinas em lotes, podem receber a BIOS bloqueada com senha e ainda pra piorar a máquina vir com lacre.

Para evitar a perda da garantia, foi criado esse recurso, que ”zera” a senha da BIOS da maioria das placas-mãe encontradas no mercado.

WarningYellow.jpg Recomemos cuidado pois algumas máquinas mais antigas necessitam de configuração manual para o clock do processador, então assim para o uso desta função e de todo o resto do sistema a frase de praxe é: ”Use por sua conta e risco”.

WarningYellow.jpg Após quebrar a senha no linux, durante a primeira execução, uma senha nova deve ser cadastrada, usando-se o comando passwd ou o sistema poderá não iniciar na segunda vez, necessitando de nova quebra de senha!


Apagar Dados

A ferramenta de Apagar Dados, disponível a partir da versão 1.3, é uma maneira de zerar uma mídia de armazenamento inteira ou uma partição.

WarningYellow.jpg Cuidado com a escolha... a partição é sua, o ônus da escolha errada também!!! WarningYellow.jpg

Existem dois mecanismos de apagamento : zero e random
Escolher "random" faz com que a tarefa demore mais para ser executada, porque valores aleatórios serão gerados durante o apagamento, em compensação o resultado final deve ser algo mais seguro.

Demais botões do sistema

O botão about mostrará as informações típicas de um botão deste tipo.

Phantom About.png

O botão Quit/Sair faz um boot imediato na máquina.

WarningYellow.jpgATENÇÃO: Use-o somente quando não houver nenhuma operação em andamento, pois um reboot sem sincronismo dos discos pode causar uma falha do sistema de arquivos e até danos físicos ao disco.

Recursos avançados

O Phantom possui alguns recursos que vão além da interface gráfico e seu menu.

O principal recurso extra da versão 1.0 é a utilização de parâmetros do kernel, que podem ser inseridos em tempo de boot da ISO.

Este recurso permite que a maior parte da configuração seja mantida no servidor, ou no menu do gerenciador e não seja necessário alterá-lo a cada inicialização.

Existe um parametrizador que pode ser usado para configuração dos parametros da linha do append. Ele está disponível no menu principal do site, atualmente o link é esse

Para usar os parametros abaixo, você deve inclui-los na linha do append na entrada correspondente dentro do arquivo default.
Este é o arquivo padrão de configuração do PXE/TFTP e normalmente fica em /tftpboot/pxelinux.cfg/default

Vejam um exemplo pré-configurado, que é o que estou usando:

label phanton
  MENU LABEL ^Phantom 1.2
  kernel phantom/vmlinuz
  append initrd=phantom/initrd.lz max_loop=16 rw quiet bootmode=graphic acp1=off vga=0x314 user=XXXXX server=192.168.X.X pass=XXXXX directory=imagens  lang=pt_BR eject=no

A listagem completa dos parametros pode ser vista abaixo

Parâmetros da linha do kernel

Os parâmetros são:

vga=0x??? - Definição do modo de vídeo a ser usado. 0x314 é 800x600 e outro formatos padrão de tela estão definidos. Só mexa se souber o que está fazendo!

server=192.168.0.254 - ip do servidor Phantom

directory=imagens - nome do diretório das imagens. Não utilize o caminho absoluto, apenas o nome do compartilhamento.

user=guest - usuário. Pode ser guest para não ter senha ou um usuário específico existente no servidor.

pass=xxx – A senha para um usuário se for necessário especificar

domain=workgroup – o nome do domínio ou workgroup, como está configurado no Linux ou Windows, pode não ser necessário e o Phantom pode não funcionar se estiver configurada e não devia ou vice-versa. O erro normalmente será de montagem do destino.

localip=192.168.0.100 – o IP a ser usado pelo micro onde o Phantom está rodando agora. Use apenas se sua rede não tiver servidor DHCP. Exige a definição de netmask e gateway.

netmask=255.255.255.0 – a máscara de rede a ser utilizada com o localip. Não use se usando IP automático do servidor DHCP.

gateway=192.168.0.1 - endereço de gateway da rede. Pode ser utilizado em caso de necessidade de roteamento.

dns=192.168.0.254 - endereço do servidor DNS para resolução de nomes, mas não há uso por não existir resolução de nomes atualmente.

lang=pt_BR - linguagem da interface. As opções são: en para Inglês , pt_BR para Português do Brasil ou es para Espanhol

eject = no - opção de não ejetar a mídia e nem mostrar a caixa de diálogo correspondente.

autoopen=restore / backup - diz qual janela deve automaticamente ser aberta

engine=partimage / dd - o mecanismo a ser usado para copia

source=network / local - indica de onde será feito o auto-restore

device=cdrom ou sdXX - define em que dispositivo local a imagem definida abaixo estará

images=diretório/nome_da_imagem.mbr;diretório/nome_da_imagem.000;... - permite seleção multipla

autostart=yes / no

protocol=samba / nfs - seleciona o protocolo de rede a ser usado entre SMB (samba) e NFS.

imagesize=1800 - o tamanho máximo (em MB) de cada parte ao fazer a divisão da imagem gerada.


WarningYellow.jpgATENÇÃO: NÃO EXISTE RESOLUÇÃO DE NOMES SE NÃO FOR INFORMADO AQUI UM SERVIDOR DNS FUNCIONAL, então você não pode colocar um nome como “servidor” para o campo server SE NÃO TIVER UM SERVIDOR DNS FUNCIONAL EM SUA REDE RESOLVENDO-OS!

Personalizando os parâmetros do arquivo iso

É possível editar o arquivo iso e incluir os parâmetros para que o boot do livecd seja personalizado para o seu ambiente. Para tanto, deve-se seguir um procedimento simples, porém descrito somente para ambiente Linux.

Após baixar o arquivo iso, abra-o com o programa isomaster (que pode ser instalado com a ferramenta de gerenciamento de pacotes de sua distribuição).

Dentro da pasta isolinux, edite o arquivo isolinux.cfg, clicando com o botão direito sobre o arquivo e em seguida escolher ’Editar’.

Ao concluir a modificação do arquivo, salve-o, saia do editor e em ’Arquivo’ escolha ’Salvar como’. Escolha um diretório e salve a nova iso.

O teste pode ser feito com o qemu com os seguintes parâmetros:

qemu -cdrom arquivo.iso

Ainda é possivel visualizar os parâmetros contidos em cada entrada pressionando a tecla tab.

Auto-Backup

A partir da versão 1.3 é possível fazer backup automático para outra partição, CD/DVD ou da rede, bastando para isso passar os devidos parâmetros do kernel.
Para essa funcionalidade ser usada, precisam ser passados os seguintes parâmetros:

autoopen=backup
engine=partimage ou dd (dd = somente para copias de disco para disco!)
imagename=teste (o nome da imagem a ser gerada)
destination=network ou local
device=cdrom ou sdxX

server=ip do server
directory=diretório
user=usuário, se houver um
pass=senha, se houver uma

partition=partição de destino no dispositivo "device"

images=diretório/nome_da_imagem.mbr;diretório/nome_da_imagem.000;...
autostart=yes ou no
overwrite=yes (para apagar imagens com o mesmo nome)
sources=sda1;sdb1

 Valores possíveis para sources:
- all (todas)
- sdX (todas partições + mbr do disco X)
- sdXN (partição N do disco X)


Em caso de destination=network, serão utilizados os demais parametros de rede (server, directory, user, pass) para conexão.

Em caso de destination=local, utlizar a variável "partition" para especificar a partição de destino.

Auto-restore

A partir da versão 1.2 é possível fazer auto-restore a partir de uma partição, CD/DVD ou da rede, bastando para isso passar os devidos parâmetros do kernel.
Para essa funcionalidade ser usada, precisam ser passados os seguintes parâmetros:

autoopen=restore ou backup
engine=partimage ou dd (dd = somente para copias disco a disco!)
source=network ou local
device=cdrom ou sdxX
server=ip do server
directory=diretório
user=usuário, se houver um
pass=senha, se houver uma
images=diretório/nome_da_imagem.mbr;diretório/nome_da_imagem.000;...
autostart=yes ou no

O parâmetro autoopen diz qual janela deve automaticamente ser aberta. No caso, a janela de restore. Esse parâmetro existe porque o usuário pode querer selecionar a imagem a restaurar invés de fazer o auto-restore. Já no caso do auto-restore, é necessário esse parâmetro.

O parâmetro source indica se a origem é local ou rede. Se o restore for de uma partição ou de CD/DVD, então o parâmetro device= deve ser aplicado.

No parâmetro imagens pode-se passar a partição ou partições ou apenas a MBR a ser restaurada. Isso significa que é possível fazer o restore de vários níveis de diretórios diferentes, recuperando por exemplo uma imagem de fulano/sda1 e beltrano/sdb2.

Todos os parâmetros do kernel estão descritos na sessão 'Parâmetros do kernel'.

Atalhos de Teclado

Ou como usar o Phantom sem um mouse!

Control + C = Copiar

Control + R = Restaurar

Control + F = Ferramentas

Control + S = Sair

Control + L = Log

Control + A = Ajuda


WarningYellow.jpg Notem que esses atalhos são CTRL+"a primeira letra da tradução do botão", e portanto mudarão conforme a linguagem!

Análise de erros

LOGS

Erros encontrados, debugs, alterações em scripts e qualquer outra questão:

Djames Duhanko

Marcelo Barros Almeida

Dicas

Em alguns casos, os usuários não compreendem exatamente como trabalha uma função, ou acabam tendo problemas posteriores. Afim de evitar erros comuns, teremos no manual a solução para problemas relatados pelos usuários.

Teste a imagem gerada sempre que possível, pois um problema de rede pode gerar erros nos dados que estão sendo armazenados.

Quando tentar salvar ou montar uma partição e der erro, certifique-se de que a partição está formatada. Esse erro é comum acontecer quando se acabou de criar uma tabela de partições, mas não aplicou-se um sistema de arquivos às partições.

  • Quando o boot for em rede, certifique-se de que a porta ethernet utilizada é a primeira.

Em alguns casos em máquinas que possuem duas placas de rede, o boot em rede pode acontecer por uma interface, enquanto a atribuição do IP por DHCP acontece pela outra. Nesse caso, pode-se também optar por trocar a interface na janela principal

  • Quando o Phantom não pegar IP, certifique-se de que a controladora ethernet é suportada, observando na janela principal se há referência à eth0 ou eth1 e assim por diante.

Se a interface não aparecer, então não há suporte para ela no Phantom. Nesse caso, envie-nos um mail relatando o problema, juntamente com o modelo da placa (chipset ou modelo da placa-mãe).
Nestes casos a melhor solução é usar uma placa de rede USB. Estas tem custo maior do que uma placa de rede ethernet PCI comum, mas resolvem rapidamente esse tipo de problema.

  • Por fim, se o IP não aparece no log, é certeza absoluta que que houve falha em um desses itens.

SysRq está na mesma tecla do PrintScreen.

WarningYellow.jpg A partir da versão 1.1 o sistema conta com um log acessível através de um ícone no canto inferior direito da interface.

Phantom IconeLog.png

Este log pode ser salvo numa partição do disco, e sua janeila inclusive é redimensionável. Phantom LogVisivel.png

Equipe

Desenvolvedores

O desenvolvimento da interface é feito por:

Thiago Santana

Murilo Ito

Djames Suhanko

Tradução

A internacionalização do Phantom, manual e site para castelhano é feita por Walter Omar Autalán e Juan Matías Granda.

A internacionalização do Phantom para inglês foi feita por Marcelo Barros Almeida e a tradução do manual para Inglês por Sander Fortuna e Time Cancelier.

Atualmente toda a tradução do inglês é mantida por Sander Fortuna.

Hospedagem

A hospedagem do phantom em http://phantom.nasheer.net foi gentilmente fornecida por Gustavo Vasconcelos

Espelhos

Fornecidos gentilmente por:

Sites - Hospedagem e desenvolvimento de sistemas. http://www.sites.com.br

VirtualHouse Computer - Soluções em software livre. http://www.virtualhousecomputer.com/

Descentro http://pub.descentro.org/livro/o_que_é_o_descentro_como_surgiu

DebianMS do DCT na UFMS. http://www.debian-ms.org/mediawiki/index.php/Página_principal

PSL-PR http://parana.sl.org.br/

Linuxfacil http://www.linuxfacil.net

Laboratório

Laboratório fornecido gentilmente por: Uranet - Projetos e sistemas http://www.uranet.com.br


Hard testers

Os testes intensos do sistema são feitos por:

Luciano Souza <kornbh@AT@gmail@DOT@com>

Luiz Palma <lpalma@AT@uranet@DOT@com@DOT@br>

Junior <suporte@AT@uranet@DOT@com@DOT@br>

Edimar <suporte@AT@uranet@DOT@com@DOT@br>

Jáder Marasca <dv@DOT@linuxfacil@AT@gmail@DOT@com>

Wellber Santos <wellber@DOT@santos@AT@gmail@DOT@com>

Agradecimentos especiais ao novo membro de depuradores, Alex Ferreira <lekkoferreira@AT@yahoo@DOT@com@DOT@br>, por contribuições especiais em depurações e opiniões para a melhoria do sistema.

@@@@ Sentimos por ter que mostrar os e-mails assim, mas se você for humano não terá problemas em entende-los e se for um robo, não farão sentido!

Limitações e Problemas conhecidos

WarningYellow.jpg 1) O HDD de destino pode ser igual ou maior (mas não menor!) do que o original onde foi gerada a imagem. Porém ao ser feito o restore, ficará como o original, sem alterações, ou seja, o espaço excedente não será utilizado.

WarningYellow.jpg2) Se a estrutura física do disco de destino for diferente, o sistema de destino não efetuará boot.

3) Incompatibilidade com algumas placas.
Como o Phantom utiliza FB (Frame Buffer) e algumas placas/chipset não suportam isso, temos problemas no boot, ficando a tela preta com a mensagem mostrada na tela abaixo. Esta tela foi fotografada de um IPAQ Legacy que usa chipset Intel i810 e demonstra o que acontece nesses casos. PXE i810.jpg

Neste caso após iniciar o boot, a tela não mostra o fantasma no canto superior esquerdo e depois se você prosseguir o Phantom reinicia em vez de mostrar a interface gráfica.

Para determinar se o seu hardware tem este problema, ao escolher uma das opções de Phantom, pressione TAB para editar a linha e mude vga=0x314 para vga=ask.
Se ao iniciar, ele não mostrar nenhum modo gráfico, só listando modos texto como a tela acima, DESISTA! A versão 1 do Phantom não funcionará neste hardware.

Teste com a versão legada (versões anteriores a 1.0)!

Como colaborar

Você pode colaborar usando o Phantom, divulgando-o, enviando-nos os erros e bugs encontrados, modificando código e dando sugestões.

Contribuições constantes com espelhos são bem-vindas, assim como doação de hardware e financeira para ajuda dos custos diversos.

Para qualquer um desses casos, entre em contato neste ou neste e-mail.


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